A educação musical e suas propostas |
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Educação Musical |
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A proposta de Villa-Lobos era ensinar a musica através do canto orfeônico valorizando as canções populares folclóricas. Com isso Villa-Lobos tinha em mente o objetivo de fazer com que principalmente crianças de cinco a quatorze anos aprendessem a ouvir e desenvolver um gosto pela música. Villa-Lobos deixa claro que sua proposta não é de formar músicos instrumentistas, ele argumenta que não a mercado para estes pois o publico não interessa em ouvir a musica como manifestação artística devido à educação musical que a maioria da população não tem ou tiveram acesso (PAZ, Ermelinda, Pedagogia Musical Brasileira no Século XX. p. 14). O uso de canções folclóricas para a prática musical é também uma proposta de Kodaly que fez pesquisas pela Hungria onde coletou canções populares de transmissão oral para que estas canções pudessem ser ensinadas com objetivo de resgatar a cultura e ensinar a música através do canto. O canto é um dos instrumentos mais usados pelos educadores musicais tanto os brasileiros quanto os estrangeiros. Isso por motivos de ter o fácil acesso e por desenvolver a percepção musical. A principio o objetivo dos educadores musical não é o de formar músicos técnicos ou teóricos e sim formar apreciadores musicais e praticantes da música. “O mais importante e o primeiro ensinamento que a criança deve adquirir é a consciência do ritmo” (Pedagogia Musical Brasileira no Século XX. PAZ, Ermelinda p.14). Este pensamento de Villa-Lobos caracteriza que em sua visão o ritmo é o principio da prática musical. Apesar de ser de maneira diferente todos educadores musicais dão ênfase ao ritmo mas Dalcroze e Sa Pereira trabalham com o movimento do corpo enquanto Villa-Lobos trabalha mais de uma forma tradicional fazendo uso do metrônomo já Gramani ao invés de trabalhar o ritmo como algo horizontal ele trabalha mais de modo vertical desconsiderando barras de compasso e fazendo uso de sobreposições de vozes e contraponto. A valorização da escuta é uma proposta em geral dos educadores musicais. Dalcroze defende que quando não se tem o som de um acorde ou de um intervalo “o único modo de conhecer sua sonoridade seria tocá-lo” ( FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira, De Tramas e Fios, p. 110). Villa-Lobos diz que “Primeiramente, procuramos distinguir entre música-papel e a música-som” (Pedagogia Musical Brasileira no Século XX. PAZ, Ermelinda p.16). Esta valorização da música como algo sonoro é o que à torna prática e significante para cada ser humano. “Villa-Lobos chama a atenção para o fato de que a criança muito antes de dominar as regras gramaticais, utiliza palavras com fluência e formula frase já com entoação. A linguagem é para ela uma coisa viva e não, regras no papel” (Pedagogia Musical Brasileira no Século XX. PAZ, Ermelinda p.16). Com essas palavras fica claro a ideologia de que a musica deve-se tornar natural e depois arrumar maneiras de representa-las no papel. Em práticas de aula a importância dada ao canto, a música folclórica, a música como algo sonoro, ao jogo e ao ritmo, tem um efeito musical muito bom pois as aulas possuem um desenvolvimento musical muito abrangente e que fica implícito nas atividades, por exemplo em uma simples brincadeira de roda pode-se trabalhar com o pulso, dinâmica, memória musical, improviso, etc. Fazendo com que haja uma aprendizagem intuitiva e espontânea. É importante destacar que o trabalho com práticas em formas de jogo faz parte da proposta de Call Orff e Sa Pereira, que em suas propostas fazem uso do caráter lúdico para que a aprendizagem fique prazerosa e natural. A criatividade, a composição e o movimento do corpo são muito trabalhados em aulas fazendo-se uso de brincadeiras de roda onde há principalmente o movimento do corpo 1 com uso da criatividade e da composição seja ela musical ou não. A composição e a criatividade também podem ser trabalhadas com o uso de escalas principalmente com a pentatônica onde as “dissonâncias” são amenizadas. A escala pentatônica é característica do trabalho de Kodaly e Orff, já Liddy Chiafarelli da um valor a criatividade e a composição mas não especificando o uso de escalas e sim o uso de células rítmicas . Em geral as práticas dos educadores musicais tais como: ostinatos, improvisação, composição, movimento do corpo, o uso do lúdico, o jogo de pergunta e resposta , etc. São de muito valor e com um resultado musical, cultural e social muito satisfatório quando são postas em prática, isso porque como já foi dito o desenvolvimento musical se torna mais natural. Com a segunda geração de educadores musicais há uma grade revolução em se tratando do uso da matéria sonora. Fundamenta-se, portanto, no desenvolvimento da criatividade, da experimentação e da auto-expressão, alcançadas através de atividades de improvisação e composição. Nesse processo, o trabalho centra-se quase que exclusivamente na manipulação e experimentação dos mais diferentes materiais, utilizando-se desde o som de papéis, plásticos, vidros, enfim, material de sucata em geral, até o som de sintetizadores e computadores. Ao professor compete orientar o aluno, facilitando o processo de aprendizagem, "estimulando, questionando, aconselhando e auxiliando, ao invés de demonstrar e dizer" (SWANWICK, 1988, p.14)2. Alem disso há também o uso de sons aleatórios e ritmos normalmente não usuais pelos educadores da primeira geração. A respeito disso falo que “muitos educadores musicais atuais têm um grande preconceito quando se fala da segunda geração ou vice-versa, pois consideram que as propostas deles são exclusivas (uma elimina a outra) quando na verdade elas são complementar uma a outra. O uso de determinadas propostas seja ela da primeira ou da segunda geração é muito variável conforme os objetivos a serem alcançados pelo professor. O mais importante é que nenhuma proposta anule a outra mas sim que elas possam se completar”. |


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